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sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Agência Brasil - CGTB quer ação do governo, empresários e trabalhadores para frear demissões - Direito Público

 
15 de Janeiro de 2009 - 15h18 - Última modificação em 15 de Janeiro de 2009 - 15h18


CGTB quer ação do governo, empresários e trabalhadores para frear demissões

Da Agência Brasil*
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O trabalho conjunto entre governo, empresários e trabalhadores é ideal para frear as demissões que vêm ocorrendo nos setores afetados pela crise econômica, disse hoje (15) o presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), Antônio Neto.

Para ele, a proposta feita pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), de cortar horas de trabalho e reduzir os salários para evitar mais demissões, "é genérica", além de não garantir as vagas.

“A Fiesp propôs um acordo genérico, aberto para todo o mundo e  isso tem que ser olhado cirurgicamente, caso a caso, para ver se a empresa precisa disso. Há setores que estão contratando, como é o caso do setor de vestuário. É isso que a gente tem que olhar criteriosamente, onde é que a gente precisa intervir”, argumentou Antônio Neto, em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.

Antônio Neto acredita que cada setor vive uma situação diferente. Por isso, acrescentou, é preciso união dos setores público e privadas e dos trabalhadores para analisar cada área separadamente, encontrando, assim, a solução para o corte de pessoal.

Ele também disse que a propostos dos empresários paulistas beneficia apenas as empresas. “O empresariado está terrível, só querem o lado dele. Reduzir jornada, até os trabalhadores estão querendo discutir, mas sem nenhuma garantia, também é impossível”, afirmou.

Segundo Antônio Neto, uma das questões que deve ser verificada para evitar mais cortes nas empresas é a redução da taxa básica de juros (Selic). Para o sindicalista, a alta dos juros é uma das principal causas das demissões, já que encarece os empréstimos e faz com que as empresas tenham dificuldade para obter capital de giro.

A exemplo do ministro do Trabalho, Carlos Lupi, o sindicalista criticou as empresas a dispensa de trabalhadores  por empresas beneficiadas por recursos públicos e redução de impostos. “É impossível olhar a General Motors demitir 750 pessoas, como fez esta semana, depois de ter todo esse incentivo que o governo deu para o aumento da venda de automóvel”, afirmou. "Eles querem resolver o problema imediato de fluxo de caixa deles, de capital de giro. Aí entra a questão dos juros."



*Colaborou Ivan Richard  


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