9 de Janeiro de 2009 - 21h41 - Última modificação em 9 de Janeiro de 2009 - 21h41
Cidades fluminenses sob risco de leptospirose começam trabalho de limpeza
Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - A chuva deu uma trégua nas regiões norte e noroeste fluminense, deixando o tempo firme desde ontem (8), de acordo com Walter Vidal, chefe de gabinete da Prefeitura de Itaperuna, cidade a 200 quilômetros da capital. Segundo ele, sem as chuvas as águas do Rio Muriaé baixaram e muitas pessoas puderam voltar para casa.
Walter Vidal disse que o momento, agora, é de reconstrução de casas, limpezas de ruas e prédios públicos, o que é feito com ajuda de carros pipa. Além de remover a sujeira, a prefeitura está preocupada com a propagação da leptospirose, doença transmitida pela urina de ratos. Ele informou que 20 pessoas já foram diagnosticadas com a doença e três morreram.
A Prefeitura trabalha com a Secretaria Estadual de Saúde e Defesa Civil para conscientizar as pessoas da importância de se proteger contra a leptospirose. Para Vidal, na tentativa de salvar objetos pessoais, muitas arriscam à vida. "As pessoas precisam saber que não podem andar na água estaganda, entrar em casas inundadas, mesmo para salvar objetos pessoais", disse.
O chefe de gabinete da Prefeitura de Itaperuna, que participou ontem de uma reunião com 12 prefeitos dos municípios do norte e nordeste fluminense, acredita que a situação de limpeza de casas e de recuperação das cidades é a mesma em outras cidades atingidas pelas sucessivas enchentes, onde o nivel dos rios também está baixando.
Vidal revelou também que os prefeitos da região preparam um relatório para o governo federal sobre a situação das cidades. Eles querem recursos para reconstrução de casas populaes e reivindicamr linhas de créditos com juros reduzidos para socorrer comerciantes e produtores rurais que tiveram prejuízos.
Outra medida que deve ser tomada é a criação de um plano verão, de orientação e de medidas de prevenção a enchentes. “Moramos em um região onde a cheia de rios é recorrente. Todo ano ela vem, embora nunca tivesse chegado a essa proporção”, afirmou.
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