Anúncios


quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Agência Brasil - Família de cobrador morto em acidente no Metrô de SP não acredita em punição - Direito Público

 
7 de Janeiro de 2009 - 19h34 - Última modificação em 7 de Janeiro de 2009 - 20h02


Família de cobrador morto em acidente no Metrô de SP não acredita em punição

Elaine Patricia Cruz
Repórter da Agência Brasil

 
envie por e-mail
imprimir
comente/comunique erros
download gratuito

São Paulo - O acidente na estação Pinheiros de Metrô, em São Paulo, que desmoronou e provocou a morte de sete pessoas que passavam pelo local, completa dois anos na próxima segunda-feira (12). Entre as vítimas estava Wescley Adriano da Silva, cobrador do microônibus que foi engolido pela cratera.

Dois anos depois da tragédia, a família de Wescley diz que a sensação que ficou após a tragédia é de “impunidade e frustração”. Apesar da Justiça ter aceitado a denúncia feita pelo promotor Arnaldo Hossepian Junior responsabilizando 13 pessoas pelo acidente, o tio do cobrador, Elenildo Adriano, disse que a família não espera que os culpados sejam de fato punidos.

“Provavelmente, se alguém for condenado, vai ser punido com prestação de serviço à comunidade. Para nós, isso é frustrante. Esperamos que sejam punidos, mas achamos difícil”, disse à Agência Brasil.

Para Elenildo, punir os réus à prestação de serviços, por exemplo, é “muito pouco” diante das perdas dos parentes das vítimas. “A gente acha que não vai ser feita justiça. Vão indiciar 13 pessoas e destas, duas ou três devem ser punidas e cumprir a pena em liberdade. Eles podem não ter tido a intenção de matar, mas fazer uma obra com risco é negligência seguida de morte e deve ser punida”, afirmou.

Outra reclamação feita pelo tio do cobrador foi o fato do promotor não ter incluído na lista das 13 pessoas denunciadas, por exemplo, o nome do presidente do Metrô na época, Luiz Claudio Frayze David. “O presidente do Metrô é co-responsável. Ele deve responder pela obra também”, disse.

Na entrevista concedida ontem (6), o promotor Arnaldo Hossepian Junior disse que não incluiu o nome do presidente do Metrô na lista de denunciados porque não encontrou motivo para responsabiliza-lo pelo acidente.

“O fato do presidente do Metrô à época não ter sido responsabilizado é porque o Ministério Público não verificou a possibilidade de imputar a ele qualquer responsabilidade por aquilo que se desenvolvia ou não na fiscalização, que era atribuição da companhia de Metrô”, disse.

Mas admitiu que, caso surja algum novo indício no decorrer do processo que demonstre a culpa de outras pessoas, elas ainda poderão ser denunciadas à Justiça.

Elenildo revelou que muita coisa mudou na vida da família com a morte do sobrinho. A mãe do cobrador, Elenilda Adriano da Silva, largou o emprego na capital e mudou-se para Natal, no Rio Grande do Norte, para “recomeçar a vida”.

Já a viúva de Wescley continua vivendo em Taboão da Serra com o filho do casal, Kauã, que vai fazer dois anos de idade.

Além de Wescley, também morreram no desmoronamento do canteiro de obra da estação do Metrô, o motorista da van Reinaldo Aparecido Leite, os passageiros Márcio Alambert e Valéria Alves Marmit, o officeboy Cícero Augustino da Silva, o motorista de um caminhão que também foi “engolido” pela cratera Francisco Sabino Torres e a aposentada Abigail de Azevedo.




 


Agência Brasil - Família de cobrador morto em acidente no Metrô de SP não acredita em punição - Direito Público

 



 

 

 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário