15 de Janeiro de 2009 - 06h50 - Última modificação em 15 de Janeiro de 2009 - 07h18
Intelectuais brasileiros pedem que governo faça esforço pela paz em Gaza
Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil
São Paulo - Intelectuais brasileiros começaram nesta semana a se mobilizar para pressionar o governo brasileiro a agir com empenho nas negociações do cessar-fogo na Faixa de Gaza. A Comissão Teotônio Vilela de Direitos Humanos lança hoje (15), em seu portal na internet (www.ctvdh.org), uma carta aberta cobrando esforço do governo brasileiro para que a Resolução A/HRC-9/L.1/Rev2 do Conselho de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), de 12 de janeiro de 2009, seja imediatamente implementada.
Na terça-feira (13), quando foi apresentado em evento na capital paulista, o manifesto recebeu apoio de 130 entidades e personalidades.
“Solicitamos que o governo brasileiro envide esforços para que essa resolução seja imediatamente implementada, em especial quanto à visita à região do relator especial para a situação de direitos humanos nos territórios palestinos ocupados desde 1967 e dos outros relatores temáticos relevantes, assim como o envio para a região de uma missão independente de verificação dos fatos, nomeada pelo presidente daquele conselho, para investigar as violações ao direito internacional humanitário e dos direitos humanos”, diz o documento.
A comissão afirma no texto que julga urgente o cessar-fogo imediato, a suspensão dos bombardeios e dos ataques por terra a Gaza e a proibição do lançamento de foguetes pelo Hamas contra o território de Israel. Pede ainda a retirada completa das tropas de Israel de Gaza, a reabertura dos pontos de acesso para a entrada da ajuda humanitária e a pronta retomada do diálogo pacífico entre as partes.
“A recente resolução, já citada, do Conselho de Segurança da ONU, que aprovou 'imediato, duradouro e plenamente respeitado cessar-fogo, seguido da total retirada das forças israelenses de Gaza', precisa ser respeitada com urgência por Israel e por todas as partes do conflito, o que exigirá da opinião pública internacional, dos Estados, órgãos internacionais e da sociedade civil uma grande e contínua pressão democrática”, diz o texto da comissão, que conta em seus quadros com personalidades como o senador Eduardo Suplicy, o professor de Ciência Política da USP Paulo Sérgio Pinheiro, o presidente da Comissão Municipal de Direitos Humanos de São Paulo, o ex-ministro da Justiça e embaixador José Gregori e a professora de filosofia da USP Marilena Chauí.
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