14 de Janeiro de 2009 - 16h01 - Última modificação em 14 de Janeiro de 2009 - 16h01
Investimento público permitirá finalização das obras de centro cultural em Vigário Geral
Flávia Villela
Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - O governo do estado do Rio de Janeiro e o grupo Afro Reggae assinaram hoje (14) o convênio para finalizar as obras do Centro Cultural Waly Salomão, na favela de Vigário Geral, zona norte da cidade.
O investimento dessa última etapa será de R$1,5 milhão e a previsão é de que as obras estejam concluídas entre maio e junho. A Petrobras, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico Social (BNDES) e o Unibanco também patrocinaram o projeto.
O edifício de quatro andares abrigará salas de aula, um estúdio de ensaio e gravação, quadra de esportes, salas de audiovisual e laboratório de informática com acesso à internet. Serão oferecidas, oficinas de dança, capoeira, percussão, educação, acesso à internet, atendimento social e pedagógico, entre outras atividades.
Segundo o coordenador do núcleo de Vigário Geral do Afro Reggae, Vítor Onofre, o centro funcionará 24 horas e estará aberto a toda a população do Rio.
“O próprio estúdio profissional que a gente vai ter aqui é um exemplo. A gente sabe que um estúdio profissional é muito caro, se paga a cada hora R$ 80 a R$100 reais. E, em várias favelas do Rio de Janeiro, nós temos grupos de música maravilhosos que, com certeza, poderão usufruir deste espaço.”
Os custos das aulas e da manutenção do espaço ficarão por conta dos patrocinadores permanentes como a Natura, o Banco Real, a Petrobras e a Vale.
Ao chegar na comunidade, o governador Sérgio Cabral foi recepcionado com apresentações de malabarismo e percussão. No interior do edifício, ainda inacabado, ele assistiu parte de uma peça de teatro do grupo e dançou ao som das bandas Afro Reggae e 190, da PM do Rio.Segundo Cabral, o novo espaço será um instrumento poderoso de cidadania e combate à violência. “Aqueles meninos que eu vi hoje dançando, tocando e fazendo artes cênicas são meninos que estão no caminho da cidadania e da atividade cultural, isso é combate à violência”, disse.
O nome do centro cultural é uma homenagem ao poeta Waly Salomão, falecido em maio de 2003, que, segundo os integrantes do grupo Afro Reggae, foi um grande aliado na luta por mais dignidade e direitos da comunidade de Vigário Geral.
O Afro Reggae foi criado em 1993 por jovens da favela para promover a inclusão social dos jovens da comunidade por meio da arte e cultura. Hoje, o grupo é uma instituição reconhecida internacionalmente por seu trabalho social e cultural dentro de favelas do Rio e em outras comunidades do Brasil e do mundo.
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Oi, venho agradecer por seguir meu cantinho
ResponderExcluiro meu jardim florido tem as portas abertas
trago comigo perfumes suaves
Um óptimo fim de semana
Desejos da rosa amiga
Iana!!!