21 de Janeiro de 2009 - 14h36 - Última modificação em 21 de Janeiro de 2009 - 14h38
Sindicalista propõe a Lula reunião junto com empresários e governo para discutir a crise
Roberta Lopes
Repórter da Agência Brasil
Antonio Cruz/ABrBrasília - O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC Paulista, Sérgio Nobre, apresentou hoje (21) ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, proposta de realização de um seminário na região do ABC Paulista para que trabalhadores, prefeitos da região e empresários possam discutir formas de resolver os problemas causados pela crise no
Brasília - Presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre, dá entrevista após audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva
setor automobilístico.
De acordo com Nobre, a idéia é juntar todos os setores envolvidos para que possam discutir formas comuns de enfrentar a crise. "Queremos que o governo federal venha, que o poder público regional venha, que os sindicados e os patrões participem para avaliarmos um caminho. O importante é traçarmos um caminho comum", afirmou.
Lula disse a Nobre que apóia a idéia e que o governo federal vai participar do seminário. A expectativa é de que o seminário seja realizado até o fim de fevereiro. Nobre esteve hoje pela manhã em audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto.
O presidente do sindicato dos metalúrgicos disse ainda que é prematura uma discussão sobre a flexibilização da jornada de trabalho, combinada com a redução de salários. Para ele, o que vai assegurar os empregos no setor é o crescimento econômico. "Ao invés de discutir flexibilização, temos que discutir metas de produção", comentou.
Ele também se mostrou preocupado com as demissões no setor e que algumas empresas já estão procurando o sindicato, informando que podem demitir trabalhadores nos próximos meses. "Nossa preocupação é com os próximos meses. Ninguém sabe de fato como essa crise vai impactar o setor", disse.
Nobre disse ainda que a rotatividade no setor ainda se mantém na média de 450 demissões por mês, mas é preciso continuar acompanhando os números por causa da perspectiva de demissões nos próximos meses. "Outra coisa importante é que está muito barato demitir hoje no Brasil. Aquela multa de 40% sobre o FGTS para inibir demissões imotivadas não está servindo para mais nada porque ela foi incorporada no custo de produção da empresa", explicou.
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