30 de Abril de 2009 - 20h33 - Última modificação em 30 de Abril de 2009 - 20h33
Desembargador não está disposto a negociar com produtores que resistem sair da Raposa
Marco Antonio Soalheiro
Enviado especial
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Boa Vista - O presidente do Tribunal Regional Federal da 1ª Região, desembargador Jirair Meguerian, responsável pela supervisão da desocupação da Terra Indígena Raposa Serra do Sol, em Roraima, afirmou agora à noite que não está disposto a travar qualquer tipo de negociação com os produtores de arroz que insistirem em permanecer na reserva indígena depois da meia noite de hoje (30).
"Não tenho mais o que conversar com essas pessoas [produtores]. Eles foram para a terra com o propósito de explorá-la comercialmente e já sabiam que estavam numa condição ilegal", afirmou o desembargador.
O desembargador lembrou ainda que há três semanas teve um encontro com os produtores de arroz, no qual reiterou o prazo e as condições para que pudessem sair da área pacificamente. Os produtores que ainda têm colheita pendentes seriam indenizados pelo governo federal e a Conab ficaria responsável pelo aproveitamento da produção.
Segundo o desembargador Jirair Meguerian, quem não cumprir o prazo de saída será obrigado a fazê-lo pela Polícia Federal. "Eles serão os responsáveis pelo que fizerem ou deixarem de fazer. Eles estão, na verdade, fazendo um enfrentamento de decisão judicial".
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