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sábado, 10 de janeiro de 2009

Agência Brasil - Empresário "arma" manifestantes com 300 pares de sapatos em protesto contra Israel - Direito Público

 
9 de Janeiro de 2009 - 19h39 - Última modificação em 9 de Janeiro de 2009 - 19h39


Empresário "arma" manifestantes com 300 pares de sapatos em protesto contra Israel

Ivy Farias
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - O empresário árabe Armando Salim gastou cerca de R$ 1.600 para participar hoje (9), em São Paulo, de um protesto contra a ofensiva israelense sobre a Faixa de Gaza, iniciada em 27 de dezembro passado. Com o dinheiro, Salim comprou cerca de 300 pares de sapatos, que foram atirados por manifestantes em bonecos que representavam o primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, e o presidente dos Estados Unidos, George Bush.

O protesto, realizada no vão livre do Museu de Arte de São Paulo (Masp), reuniu cerca de 250 pessoas. A “sapatada” palestina foi uma alusão ao gesto do jornalista iraquiano que atirou o sapato contra Bush, no final do ano passado, durante visita do presidente norte-americano a Bagdá.

"Doaria o quanto fosse necessário para repudiar a agressão contra o povo palestino", disse Salim. Após a manifestação no vão do Masp, os quase 300 pares de sapatos foram recolhidos e guardados para serem usados em outros protestos.

Ao contrário do jornalista iraquiano, que não conseguiu acertar o sapato em Bush e ainda foi preso por autoridades de seu país, em São Paulo os manifestantes atingiram o boneco que representava o presidente dos EUA.

Quando o bonexo caiu pela primeira vez, o presidente da União dos Estudantes Mulçumanos no Brasil, Alli Ahmad Majdoud, pediu, ao microfone, que as sapatadas não parassem: "Ele caiu, mas vamos fazer os primeiros socorros para ressuscitá-lo. Ele tem que levantar, pois merece morrer várias vezes".

Além de árabes e palestinos, a manifestação reuniu judeus e representantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e até da Gaviões da Fiel, tradicional torcida organizada do Corinthians – clube de maior torcida em São Paulo.

"Antes de ser judeu, sou brasileiro e todos os brasileiros sentem repúdio a atitudes racistas", disse o jornalista Nathanel Braia. "Todos recebem as comunidades judaicas de braços abertos. Israel se desgasta perante a comunidade internacional [com a ofensiva sobre Gaza] e acaba desgastando a comunidade judaica, além de fortalecer o Hamas."

Solidário à causa palestina, o coordenador de relações internacionais do MST, Marcelo Buzetto, também participou do protesto. "Temos conversado com os camponeses palestinos, cujas lavouras de oliveiras estão sendo destruídas. A atitude do governo de Israel em não cumprir as determinações da ONU geram uma situação de ódio e conflito na região”, comentou Buzetto.

"Se um povo está sendo dizimado, temos que falar alguma coisa. Seres humanos estão morrendo em Gaza e por isso somos contrários ao que Israel tem feito", acrescentou Eduardo Novaes, representante da Gaviões da Fiel/Movimento Rua São Jorge.

Durante os protestos, os manifestantes gritaram palavras de ordem, como "palestino é meu amigo, mexeu com ele, mexeu comigo"



 


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