7 de Janeiro de 2010 - 18h14 - Última modificação em 7 de Janeiro de 2010 - 18h14
Bachelet chega a 81% de aprovação, mas não transfere popularidade para seu candidato
Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil
![]()
![]()
![]()
![]()
Brasília - No mês em que seu candidato à sucessão presidencial ficou em segundo lugar no primeiro turno das eleições, a presidente do Chile, Michelle Bachelet, atingiu o índice mais alto de aprovação popular. Pesquisa divulgada hoje (7) pelo instituto Adimark GFK informa que ela obteve 81% do apoio dos chilenos. De acordo com o instituto, a aprovação é ainda maior (87%) entre as mulheres em comparação aos homens (74%).
A pesquisa foi realizada em dezembro, quando os chilenos foram às urnas para escolher o sucessor de Bachelet. Apesar da elevada aprovação popular, a presidente demonstrou que não transfere votos para seu candidato – o ex-presidente Eduardo Frei Ruiz (Concertación). No primeiro turno das eleições, Frei ficou 14 pontos percentuais atrás do empresário Sebastián Piñera (Alianza).
Em análise feita à EBC, o professor de Opinião Pública da Universidade Católica do Chile, William Porath, disse que no Chile a cultura de transferência de votos não existe. Segundo ele, por tradição, o presidente da República não deve se envolver diretamente na campanha de seu candidato. Porath disse que os chilenos não apreciam o engajamento ostensivo do presidente em favor de seu sucessor.
Pela pesquisa de opinião do Adimark, a economia do governo Bachelet também atingiu sua melhor avaliação obtendo 71% de apoio. Outra área bem avaliada foi o setor de Defesa que conseguiu 53%. A presidente deixa o governo no dia 11 de março.
Antes, no próximo dia 27, os cerca 9 milhões de eleitores chilenos voltarão às urnas para escolher o futuro presidente do país andino. Piñera e Frei intensificaram suas campanhas na reta final. A eleição polariza uma disputa entre a direita, de Piñera, e a esquerda de Frei.
Edição: Rivadavia Severo![]()
Nenhum comentário:
Postar um comentário