18 de Janeiro de 2010 - 14h30 - Última modificação em 18 de Janeiro de 2010 - 17h02
Bachelet convida Piñera para participar ao seu lado de reunião de presidentes estrangeiros
Renata Giraldi
Enviada especial
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Santiago (Chile) - A presidente do Chile, Michelle Bachelet, convidou hoje (18) seu sucessor, o oposicionista Miguel Sebastián Piñera, de centro-direita (recém-eleito), para participar ao seu lado da Cumbre do Rio, que será realizada em Cancún (México) . Na ocasião, o Chile deixará a Presidência temporária do grupo. Os dois políticos tomaram café na manhã de hoje na casa de Piñera, em Santiago. Nos últimos meses houve ataques entre ambos em decorrência da disputa nas eleições.
Bachelet disse que, ao conversar com Piñira, garantiu uma transição do poder tranquila e segura. “Vamos garantir segurança necessária para a transmissão do cargo”, afirmou a presidente chilena, em um rápido pronunciamento. “O Chile segue avançando. Queremos uma sociedade mais protegida com leis que assegurem os direitos e justiça para todos.”
Ontem (17), Piñera venceu com 51,6% dos contra 48,3% dados ao candidato governista, o ex-presidente Eduardo Frei Ruiz, de centro-esquerda, apoiado por Bachelet. A eleição foi considerada a mais apertada da história da redemocratização do Chile. Cada voto foi disputado. O oposicionista venceu com o discurso da mudança e renovação.
“Mostramos ao mundo a nossa maturidade. Vamos seguir apoiando a todos com seus direitos e o espírito de unidade e renovação”, disse a presidente Bachelet, depois de uma manhã de eventos. Ela visitou Piñera, pela manhã, depois sancionou a Lei de Fertilidade e entre um e outro compromisso esteve com Frei.
De acordo com Bachelet, ela visitou o ex-presidente, derrotado ontem nas eleições, para prestar seu apoio e solidariedade. “Fui dar um abraço em Frei e sua família”, disse ela. A presidente não participou diretamente da campanha de Frei, mas seu filho e sua mãe, além de vários assessores, atuaram arduamente em favor do ex-presidente.
A vitória de Piñera foi a primeira em 20 anos depois que a esquerda assumiu o poder no Chile. Bachelet avisou que pretende voltar em 2014 ao governo. Antes de transmitir o cargo em março, ela fará uma série de viagens ao exterior, incluindo México, Argentina, Uruguai e Colômbia.
Edição: Enio Vieira![]()
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