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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Agência Brasil - Faturamento de micro e pequenas empresas paulistas cresce 4,8% em novembro - Direito Público

 
12 de Janeiro de 2010 - 17h54 - Última modificação em 12 de Janeiro de 2010 - 17h54


Faturamento de micro e pequenas empresas paulistas cresce 4,8% em novembro

Daniel Mello
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - As micro e pequenas empresas paulistas tiveram em novembro o melhor resultado desde o início da crise financeira, com aumento de 4,8% no faturamento sobre o mesmo mês de 2008. Na divisão por setor, a indústria cresceu 8,3%, o comércio, 4,7%, e o ramo de serviços, 1,6%, com receita total de R$ 23,9 bilhões. Os números fazem parte de levantamento divulgado hoje (12) pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP)

Em relação ao mês de outubro, houve um aumento de 0,7% nas receitas de novembro. Segundo o Sebrae, o crescimento foi puxado pela expansão do faturamento no município de São Paulo, que aumentou 4,3% no período. No interior do estado, o aumento foi de 0,8%, mas, no Grande ABC, houve queda de 6,7%.

Na comparação de novembro com o mesmo mês do ano passado, as micro e pequenas empresas da capital paulista tiveram crescimento de 13% no faturamento, enquanto as da região do Grande ABC faturaram mais 7,6%. Nos municípios do interior, o desempenho foi negativo, com retração de 2,9%.

No acumulado de janeiro a novembro, as empresas da capital tiveram queda de 5,4% no faturamento, as do interior, de 6,9%, e as do Grande ABC, de 4,1%.

O presidente do Sindicato da Micro e Pequena Indústria do Estado de São Paulo (Simpi), Joseph Couri, atribuiu o desempenho positivo no final do ano ao pacote de medidas econômicas editado pelo governo para combater a crise. Entre as ações, Couri citou a redução da taxa de juros, o aumento ao acesso a crédito e a política de fortalecimento do mercado interno.

Couri destacou também o aumento do prazo de financiamento concedida pelo Banco do Brasil que, segundo ele, permitiu que tivessem acesso ao investimento aqueles que normalmente não têm. “Uma máquina de R$ 780 mil, se for paga em dez anos, com dois anos de carência, dá uma prestação mensal de R$ 11 mil. No financiamento em cinco anos, dá praticamente o dobro desse valor”, exemplificou.

A previsão para este ano é de otimismo, ressaltou o representante das micro e pequenas empresas de São Paulo. “Em dezembro, a projeção do Simpi para 2010 era de os investimentos no setor industrial crescerem entre 5,8% e 6%.”




Edição: Nádia Franco  


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