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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Agência Brasil - Imprensa venezuelana noticia renúncia do vice-presidente do país - Direito Internacional

 
25 de Janeiro de 2010 - 21h12 - Última modificação em 25 de Janeiro de 2010 - 21h12


Imprensa venezuelana noticia renúncia do vice-presidente do país

Alex Rodrigues
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O vice-presidente venezuelano e ministro da Defesa, Ramón Alonzo Carrizales, e sua mulher, a ministra do Meio Ambiente, Yubirí Ortega, renunciaram a seus cargos no último sábado (23), informa a imprensa local.

Segundo o site do El Nacional, Carrizales divulgou um comunicado em que explica que ele e sua esposa colocaram seus cargos à disposição do presidente, Hugo Chávez, por motivos “estritamente pessoais”.

De acordo com o site Últimas Notícias, o vice-presidente garantiu que a saída dele e da mulher do governo não ocorreu por nenhuma discrepância em relação às últimas decisões de governo e que qualquer informação contrária é “falsa e tendenciosa”.

O El Universal sustenta que o general Carlos Mata Figueroa, chefe do Comando Estratégico Operacional, é o nome mais cotado para assumir o ministério no lugar de Carrizales.

A Agência Brasil ligou para o Palácio de Miraflores, para os ministérios da Defesa e do Meio Ambiente e para a embaixada venezuelana no Brasil, mas não conseguiu falar com ninguém que pudesse confirmar ou negar as notícias.

A renúncia do casal, ainda que por motivos pessoais, acontece em um momento delicado para o governo venezuelano, que desde o início do ano já teve de adotar um plano nacional de racionamento de energia elétrica, estabelecendo cortes de fornecimentos temporários em todo o país, a criação de uma nova política cambial, com a desvalorização do bolívar, e o fechamento de supermercados e estabelecimentos comerciais que aumentaram os preços de seus produtos.

Ontem (24), a Comissão Nacional de Telecomunicações (Conatel) determinou que seis emissoras de tevê fossem retiradas do ar, entre elas a Radio Caracas Televisión (RCTV), que faz oposição a Chávez e que, em maio de 2007, já tinha perdido a concessão para transmitir em sinal aberto. A medida provocou críticas de setores que acusam o governo de atentar contra a liberdade de expressão e foi lamentada pelo secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza.



Edição: João Carlos Rodrigues  


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