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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Agência Brasil - Militar uruguaio alega passar mal no momento em que seria extraditado pela PF para a Argentina - Direito Constitucional

 
20 de Janeiro de 2010 - 14h22 - Última modificação em 20 de Janeiro de 2010 - 14h22


Militar uruguaio alega passar mal no momento em que seria extraditado pela PF para a Argentina

Pedro Peduzzi
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Autoridades argentinas ofereceram suporte hospitalar ao major uruguaio Manuel Juan Cordeiro que está no Brasil e deveria ter sido extraditado ontem (19) para a Argentina.

A extradição não foi realizada porque o major alegou sofrer de um mal súbito, supostamente cardíaco, no exato momento em que os policiais federais chegaram a sua residência, na cidade gaúcha de Sant'ana do Livramento.

Acusado de violação dos direitos humanos e de ter participado da Operação Condor – que perseguiu e capturou opositores a diversas ditaduras sul-americanas –, o major encontra-se internado na Casa de Saúde da cidade, a pedido de seu médico particular, o cardiologista Leandro Tholozan.

Segundo o Ministério da Justiça, a Polícia Rodoviária Federal foi mobilizada para enviar uma ambulância com Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e um médico para fazer o diagnóstico e, se necessário, transportar o major para um hospital de maior porte.

“O critério para escolha do hospital para onde ele será removido será de acordo com o tratamento necessário, a ser definido pela equipe médica”, disse o delegado federal Alessandro Maciel Lopes que também confirmou a intenção das autoridades argentinas em dar suporte. Há ainda a possibilidade de o militar uruguaio ser enviado a um hospital de Porto Alegre.

Maciel estava presente no momento em que Cordeiro começou a passar mal. “Por determinação do STF [Supremo Tribunal Federal], ele já estava em prisão domiciliar por motivos de saúde. Até o momento em que ele nos recebeu, parecia estar bem. Mas logo em seguida queixou-se de falta de ar e de dor no peito”, disse hoje (20) o delegado à Agência Brasil.

“Ele demonstrou reações físicas que só um médico poderia avaliar. Como tem 70 anos e mais de uma ponte de safena no coração, tivemos de adotar todo o cuidado para evitar maiores problemas”, completou.



Edição: Lílian Beraldo  


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