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sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Agência Brasil - Para ministro palestino, Brasil pode ser um novo ator nas negociações pela paz com israelenses - Direito Público

 
6 de Janeiro de 2010 - 16h30 - Última modificação em 6 de Janeiro de 2010 - 16h30


Para ministro palestino, Brasil pode ser um novo ator nas negociações pela paz com israelenses

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O ministro de Negócios da Palestina, Riad Al-Maki, apelou hoje (6) ao ministro de Relações Exteriores, Celso Amorim, para que o Brasil participe das negociações em busca de um acordo de paz e do fim dos conflitos entre palestinos e israelenses. Para Al-Maki, a presença de “novos atores” nas negociações colabora nos esforços de encerrar o impasse e alcançar a paz na região.

Amorim e Al-Maki almoçaram hoje, em Genebra (Suíça), depois de uma reunião de negócios. “Novos atores são sempre bem-vindos. Tanto podem como devem colaborar”, afirmou o palestino.

O chanceler brasileiro retribuiu afirmando que o governo do Brasil defende a existência de dois Estados naquela região do Oriente Médio – um sob o comando de Israel e outro da Palestina. “O Brasil tem capacidade de ajudar e colaborar neste diálogo”, disse Amorim.

O encontro dos dois ministros ocorre um mês e meio depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva ter se reunido com os presidentes da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, e de Israel, Shimon Peres. Com ambos, Lula se dispôs a ser intermediador.  

Para Lula, o Brasil é o exemplo do convívio harmônico entre diferentes credos e etnias. Bem-humorado, durante a visita de Abbas e Peres, o presidente sugeriu a realização de uma partida de futebol como forma de unir palestinos e israelenses. Segundo ele, seria um jogo entre a seleção brasileira e um combinado formado por palestinos e israelenses.

De acordo com Lula, a ideia seria realizar o jogo entre os dias 10 e 16 de março em local ainda a ser definido no Oriente Médio. O período foi escolhido por ser a época em que o presidente brasileiro visitará a região.

A proposta de Lula é considerada polêmica em decorrência das ameaças constantes e do clima de conflito que predomina na área. De acordo com diplomatas, o principal receio é em relação às ameaças de falta de segurança na região.



Edição: Lílian Beraldo  


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