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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Agência Brasil - Parlamentares paraguaios se reúnem para pedir mais segurança pessoal - Direito Internacional

 
25 de Janeiro de 2010 - 12h45 - Última modificação em 25 de Janeiro de 2010 - 12h45


Parlamentares paraguaios se reúnem para pedir mais segurança pessoal

Renata Giraldi
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - Um grupo de parlamentares, de vários partidos políticos do Paraguai, se reúne na tarde de hoje (25) para discutir e definir providências sobre as ameaças de sequestros contra políticos  por um grupos guerrilheiro do país. A reunião será conduzida pelo senador Óscar González Daher (Partido Colorado, que é oposição ao governo federal), presidente da Comissão Permanente Parlamentar, no Congresso Nacional, em Assunção (capital paraguaia).

Há denúncias de que o grupo guerrilheiro Exército do Povo Paraguaio (EPP) teria um plano de ação para sequestrar deputados, senadores e juízes contrários aos programas defendidos pela entidade. Por três meses, Fidel Zevala, um dos maiores pecuaristas do Paraguai, ficou sob poder do grupo organizado. Antes, ele havia criticado duramente o governo paraguaio.  

O sequestro de Zevala gerou mal-estar no governo do presidente Fernando Lugo (Partido Liberal) e fez com que fosse ampliada a busca pelo pecuarista. Foram comprados armamentos e divulgadas recompensas para eventuais informações sobre o caso.

Reunidos hoje em Assunção, os políticos pretendem recorrer à Justiça e ao governo para garantir mais segurança pessoal a cada um deles. No total, são 125 parlamentares – 45 senadores e 80 deputados federais. A Justiça do Paraguai é composta pela Corte Suprema – com nove juízes - , as Cortes de Apelação, o Tribunal de Primeira Instância, os juízes de arbitragem e instrução e paz.

Com uma base política fragilizada, o presidente Lugo sofre críticas constantes da oposição. Internamente, o presidente do Paraguai tem um governo fragmentado, o que estimularia divergências permanentes, inclusive com disputas institucionais.

Observadores brasileiros, que acompanham os assuntos internos do Paraguai, descartam a hipótese de ruptura da ordem democrática. Para eles, os envolvidos não têm interesse em provocar um golpe de Estado.

Edição: Graça Adjuto  



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