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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Agência Brasil - Participação na Expo Xangai pode aumentar exportações brasileiras para a China - Direito Público

 
19 de Janeiro de 2010 - 19h59 - Última modificação em 19 de Janeiro de 2010 - 20h38


Participação na Expo Xangai pode aumentar exportações brasileiras para a China

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - A participação do Brasil na Expo Xangai 2010, que começa em maio próximo e se estenderá por seis meses, pode contribuir para a elevação das exportações nacionais para a China. A expectativa é do secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ivan Ramalho. Ele participou hoje (19), no Rio de Janeiro, do anúncio da mineradora Vale como patrocinadora oficial do pavilhão brasileiro no evento, abrindo nova parceria do governo com o setor privado.

As exportações do Brasil para a China cresceram 23,1% no ano passado em comparação a 2008, passando de US$ 16,4 bilhões para US$ 20,2 bilhões. “O comércio do Brasil com a China cresceu no ano passado acima de 20%. Foi um crescimento muito expressivo. E a feira, sem dúvida, vai ajudar a continuar esse crescimento”, afirmou Ramalho.

Ele declarou ser difícil estimar um número. Ainda assim, disse que se o país mantiver um crescimento superior a 20% “será um resultado muito bom, principalmente porque o quadro geral do comércio internacional ainda apresenta dificuldades em algumas regiões do mundo”.

Ramalho lembrou que as exportações brasileiras caíram 24% em 2009. Com a crise financeira internacional foi registrada queda dos negócios brasileiros com os Estados Unidos e a Argentina. Menos com a China, que passou a ser a maior parceira comercial do Brasil, observou.

O secretário executivo disse que houve aumento da exportação de produtos industrializados brasileiros para a China. Ele chamou a atenção para o fato de que a China não é apenas um dos maiores países exportadores globais. “Esquecem que ela é também um dos maiores importadores do mundo”. O total importado hoje pelos chineses supera US$ 1 trilhão. Segundo Ramalho, isso abre oportunidades para todos os setores brasileiros, com destaque para produtos manufaturados e bens de consumo, além de produtos básicos liderados por minério de ferro e soja.

As vendas de produtos industrializados do Brasil para a China somaram cerca de US$ 5 bilhões no ano passado, revelando expansão de 27,3% em relação a 2008. Nos últimos quatro anos, o crescimento das exportações de produtos industrializados brasileiros para o mercado chinês foi constante, acumulando alta no período de 28,63%, de acordo com dados do MDIC. O secretário acredita que a Expo Xangai poderá contribuir para a exposição de produtos industrializados de pequenas e médias empresas brasileiras, em especial, que a Apex vai levar para o evento.

Ramalho informou que o MDIC está preparando missões comerciais este ano para o Japão, Singapura, Vietnã e Tailândia. Ele afirmou que mesmo setores que se sentem ameaçados pela concorrência chinesa, como têxtil e calçados, devem procurar ampliar a participação na China, porque apresentam matérias-primas importantes, além de design e produtos diferenciados. “O Brasil tem condições competitivas muito boas. E a China é também importadora”, ressaltou.









Edição: João Carlos Rodrigues  


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