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sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Agência Brasil - Prefeitos da região de Atibaia reclamam que Sabesp não avisou sobre abertura de comportas - Direito Público

 
14 de Janeiro de 2010 - 20h07 - Última modificação em 14 de Janeiro de 2010 - 20h07


Prefeitos da região de Atibaia reclamam que Sabesp não avisou sobre abertura de comportas

Bruno Bocchini
Repórter da Agência Brasil

 
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São Paulo - Prefeituras da região de Atibaia (SP) se queixaram hoje (14) que não foram avisadas pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) sobre a abertura das comportas dos reservatórios do Sistema Cantareira. Isso, segundo as administrações municipais, causou aumento da vazão dos rios que cortam a região, no início de janeiro, e alagou alguns bairros das cidades, prejudicando centenas de famílias.

“Nunca houve um preparo por parte da Sabesp para uma situação de cheias. Ao longo dos anos houve a preocupação com o período de seca. Nós, municípios, não fomos avisados. Era muita remota a possibilidade de aumento de vazões por conta de cheia, porque essa é uma realidade nova” afirmou, em entrevista à TV Brasil, a prefeita de Piracaia, Fabiane da Costa Santiago.

Para o prefeito de Atibaia, a preocupação com a falta de água nos últimos anos deixou despreparada a região para uma situação de excesso água. “Até hoje se pensava apenas em falta de água. Todas as ações foram desenvolvidas para que houvesse maior produção de água com o menor consumo. Hoje, estamos em uma situação totalmente diferente. Temos excesso de água e não havíamos discutido isso nos últimos anos.”.

Um dos gerentes de Recursos Hídricos da Sabesp, Carlos Roberto Dardes, disse que a empresa comunicou e seguiu as decisões da Câmara Técnica de Monitoramento Hídrico da região. Ele também afirmou que a Sabesp não descarregou parte das águas nos meses anteriores à cheia porque a região corria o risco de estiagem.

“A Câmara Técnica de Monitoramento achou por bem não abrir naquele momento. Mesmo porque já tivemos um histórico recente de falta d'água”, afirmou Dardes à TV Brasil.

No início do mês, a Sabesp informou que as represas da região não haviam colaborado com a enchente. De acordo com a empresa, as represas retêm parte da vasão do rio e liberam a água aos poucos. “Só para se ter uma ideia, enquanto o descarregamento [saída de água] hoje foi de 16 metros cúbicos por segundo, a represa recebia 35 metros cúbicos por segundo no período. Já no dia 2, a vazão do rio era de 70 mil litros por segundo e as represas estavam liberando apenas 14 mil litros por segundo”, disse a empresa, em nota.

No início do mês, com a cheia do Rio Atibaia, mais de 300 famílias foram prejudicadas nos bairros Parque das Nações, Jardim Kanimar, Guaxinduva, Caetetuba, bairro da Ponte e Terceiro Centenário. As cidades vizinhas também tiveram prejuízos com a elevação do nível do rio.



Edição: João Carlos Rodrigues  


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