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quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Agência Brasil - Ação da Cidadania promove destruição de armas de brinquedo doadas a crianças pobres - Direito Público

 
21 de Novembro de 2009 - 17h37 - Última modificação em 21 de Novembro de 2009 - 17h45


Ação da Cidadania promove destruição de armas de brinquedo doadas a crianças pobres

Luiz Augusto Gollo
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - Cerca de 6.500 armas de brinquedo foram destruídas em frente à Igreja da Candelária, no Rio de Janeiro, no final da manhã de hoje (21), por representantes de várias comunidades assistidas pela Ação da Cidadania.

A manifestação simbólica marcou o repúdio do movimento à distribuição, como forma de doação, deste tipo de brinquedo a crianças já expostas a situações de risco no seu dia a dia, nas áreas periféricas da cidade.

“Estas armas de brinquedo foram doadas nos últimos três anos pelo comércio e por pessoas da sociedade para o Natal das crianças carentes”, disse Maria José Andrade, a coordenadora da Ação da Cidadania, criada há 17 anos pelo sociólogo Herbert de Souza, o Betinho. Segundo ela, o movimento tem aproximadamente 900 comitês em comunidades carentes.

“Os comitês dão assistência social a idosos, crianças e  mulheres em comunidades onde é importante esta ação, situadas na zona oeste, na Baixada Fluminense e em outras áreas carentes da própria cidade do Rio. Não faz sentido dar de presente de Natal a estas crianças armas de brinquedo”, explicou.

Inserida na campanha “Natal sem Fome dos Sonhos”, tradicional arrecadadora de livros e brinquedos para distribuição nos fins de ano, a iniciativa “Arma não é Brinquedo – pelo Direito à Infância sem Violência” atraiu a atenção de quem passou pelo começo da Avenida Presidente Vargas.

Maria José estimou em 220 mil os brinquedos doados no ano passado para a campanha, dos quais algo como 5% são armas, em sua maioria pistolas de água.

Espalhado pelo chão da Praça Pio X, defronte à Igreja da Candelária, o arsenal de mentirinha foi pisoteado pelos representantes das comunidades beneficiadas pela Ação da Cidadania e seus destroços foram logo recolhidos por garis da Comlurb, a empresa municipal de limpeza urbana, para serem entregues a uma cooperativa de catadores de lixo reclicável.

A mesma área do evento foi palco da Chacina da Candelária, como ficou conhecido o episódio em que oito meninos de rua foram assassinados enquanto dormiam, por policiais, na noite de 23 de julho de 1993. No local, costumavam dormir mais de 70 menores, até o trágico ataque, de repercussão internacional.  



Edição: Lana Cristina  


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