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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Agência Brasil - Agência de notícias privilegia assuntos de mulheres, mas sem "preocupação feminista" - Direito Público

 
2 de Novembro de 2009 - 16h16 - Última modificação em 3 de Novembro de 2009 - 11h53


Agência de notícias privilegia assuntos de mulheres, mas sem "preocupação feminista"

Ivanir José Bortot*
Enviado Especial

 
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Reporter Ivanir Bortot/ABr
Teerã - Mulheres da Casa do Jornalistas ocupam cada vez mais espaços no mercado de comunicação socialTeerã - Mulheres da Casa do Jornalistas ocupam cada vez mais espaços no mercado de comunicação social
Teerã (Irã) - A primeira Agência de Notícias de Mulheres do Irã (www.iwna.ir) pertence à organização não governamental Casa das Jornalistas e foi criada há cinco anos para falar sobre o trabalho e a vida das mulheres. “Não somos um veículo com preocupação feminista, apenas queremos mostrar que as mulheres iranianas são ativas, podem crescer profissionalmente e fazer muita coisa sem ajuda dos homens”, disse Taheren Chek, secretaria executiva da Casa das Jornalistas.

A agência começou a operar há cinco anos e está presente nas principais cidade do país. Cerca de 30 jornalistas (todas mulheres) trabalham na empresa e há centenas de colaboradoras eventuais  A Iwna tem a preocupação de mostrar em suas matérias o espaço ocupado pela mulher iraniana no mercado de trabalho, na área cultural e nas instâncias administrativas do país. O noticiário trata, também, de questões de saúde e de comportamento.  As matérias são publicadas em quatro línguas: árabe, farsi, inglês e francês.

Tahere Chek disse que atualmente está fazendo um levantamento sobre os índices de violência contra as mulheres em países europeus e da América para comparar aos números do Irã. A agência recebe subsídios do governo, como um grande número de veículos de comunicação.

A maior parte dos recursos da Iwna, segundo Chek, é obtida por meio da elaboração de projetos especiais. A remuneração, entre os funcionários permanentes, varia de US$ 300 a US$ 1, 5 mil mensais. "O trabalho social que realizamos de informar as pessoas é mais importante do que possamos ser remunerados”, disse Mona Saleh Fard, responsável pelas relações externas do portal. 

A Iwna é muito lida no Irã, mas, segundo Taheren, está conquistando muitos leitores na Inglaterra, França, no Canadá e nos Estados Unidos. Os leitores destes países, assim como os do Irã, possuem um canal de comunicação com a agência, no qual podem fazer comentários sobre as matérias publicadas e ainda sugerir pautas.


*O repórter viajou a convite do governo iraniano // Edição: Lílian Beraldo  


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