2 de Novembro de 2009 - 10h49 - Última modificação em 3 de Novembro de 2009 - 11h32
Atacante brasileiro é celebridade entre iranianos
Ivanir José Bortot*
Enviado Especial
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Reporter Ivanir Bortot/ABrTeerã (Irã) - Em um país onde o futebol-arte do Brasil é popularmente reconhecido em Pelé e Ronaldo, o atacante paranaense Fábio Januário é uma celebridade entre os iranianos e uma comunidade de 60 brasileiros que vivem em Teerã, incluindo o corpo diplomático.
Teerã (Irã) - Os jogadores brasileiros Fábio Januário e Luciano Valente, que atuam no futebol iraniano, foram assediados por torcedores no estande do Brasil na feira de imprensa internacional
Engenheiro civil, 30 anos, Fábio Januário, que começou sua carreira no Cascavel, conquistou o coração dos iranianos ao fazer o gol da vitória do Esteghlal Teerã Football Club no campeonato nacional do ano passado.
“Os iranianos adoram o nosso jeito de jogar futebol, muito do que sabem do Brasil é pelo esporte”, disse Januário, há dois anos no Irã. A entrevista marcada com Januário e Luciano Valente, que joga no Shahin Football Club, da cidade de Buschersh - no estande do Brasil na feira de imprensa internacional - não ocorreu devido ao assédio de centenas de torcedores em busca de autógrafos e fotos. Luciano, atleta mineiro, jogou no Paraná Clube, no Mogi Mirim (SP), no Irati (PR) e no Brasil de Pelotas (RS). Está no Irã há dois meses.
Os dois atletas sentem-se compensados pelo carinho da torcida e a remuneração que recebem. Não quiseram falar sobre os ganhos, mas disseram que apenas com os prêmios das vitórias conseguem cobrir as despesas diárias. O que os dois sentem falta é da comida brasileira, a feijoada com carne de porco e uma cervejinha. No Irã, é proibido o consumo de qualquer derivado de porco e bebida alcoólica.
Januário – que já jogou no Vitória da Bahia, no Colatina do Espírito Santo, no Gil Vicente de Portugal e em 2007 foi vendido para o Foolad Mobarekeh Club, do Irã – usa seu tempo livre para aprender o farsi (língua falada no Irã) e praticar o português com os brasileiros ligados ao esporte, como Eleandro Fogaça de Souza, 32 nos, técnico de futebol.
Fogaça ensina futebol a 200 crianças e adolescentes da etnia Baluschestan - população pobre que vive na periferia da capital -, com financiamento de uma organização não governamental da Inglaterra. “É uma experiência muito rica, embora ainda exista uma barreira forte de comunicação”, disse Fogaça que está no país há menos de um ano.
Os três jogadores, assim como o diplomata gaúcho Felipe Pinto, observam nos habitantes de Teerã, cidade de 12 milhões de habitantes, elevado nível educacional, cultural e um interesse em conhecer novas culturas. “São pessoas muito educadas e interessadas em conhecer a nossa cultura”, disse Pinto, da representação diplomática brasileira na capital iraniana.
*O repórter viajou a convite do governo iraniano//Edição: Graça Adjuto![]()
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