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terça-feira, 3 de novembro de 2009

Agência Brasil - País pode trocar experiências com Brasil sobre energia nuclear para fins pacíficos - Direito Público

 
2 de Novembro de 2009 - 12h52 - Última modificação em 3 de Novembro de 2009 - 11h39


País pode trocar experiências com Brasil sobre energia nuclear para fins pacíficos

Ivanir Bortot*
Enviado Especial

 
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Reporter Ivanir Bortot/ABr
Teerã (Irâ) -  O vice-ministro de Assuntos de América do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Alireza Salari, recebe a Agência Brasil na chancelaria iranianaTeerã (Irâ) - O vice-ministro de Assuntos de América do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Alireza Salari, recebe a Agência Brasil na chancelaria iraniana
Teerã (Irã) - O Brasil e o Irã podem  trocar experiências no uso de energia nuclear para fins pacíficos e adotar  posições similares em defesa da pesquisa diante das restrições de organismos internacionais. O vice-ministro de Assuntos de América do  Ministério das Relações Exteriores do Irã, Alireza Salari, disse que a área diplomática dos dois países está fazendo trocas de documentos sobre acordos que podem ser assinados entre os presidentes Luiz Inácio da Silva e Mahmoud Ahmadinejad, do Irã, em visita ao Brasil prevista para este mês. A seguir, parte da entrevista exclusiva feita pela Agência Brasil com Salari:

Agência Brasil: O que poderá ser tratado na visita do presidente Mahmoud Ahmadinejad  ao Brasil?

Alireza Salari: Houve algumas trocas de documentos, que estão na fase final, entre a diplomacia dos dois países. Envolvem acordos em diversos campos: área de energia, cultural, até a área consular e de vistos. O objeto de todo esse esforço é elevar nossas relações, de um estado simples como é hoje, para laços permanentes no futuro.

ABr
: É um objetivo a ser construído em quanto tempo?

Salari: Temos que considerar que as relações bilaterais que existem entre nossos  países também têm inimigos. Os sionistas, que enviaram durante vários anos recursos para a América Latina, ajudaram muitos golpes de Estado e são os grandes inimigos da democracia. Esses grupos não querem que haja um desenvolvimento das relações do Irã com o Brasil. Eles usam o poder que têm na mídia regional para dificultar.

ABr
: Na questão da energia nuclear, o que pode ser tratado nesse encontro?

Salari
: Ainda não está bem definido quais são os campos de acordo na área de energia. Certamente o assunto será tratado entre os dois presidentes dentro de uma visão positiva.

ABr
: Os dois presidentes podem tirar uma posição comum em defesa do uso da energia nuclear para fins pacíficos?

Salari: Consultas em diversas campos, em assuntos comuns como esse, podem existir. Nesse campo (nuclear) há muita complementaridade entre o Brasil e o Irã.

ABr: Pode ser trocada experiência nesse campo nuclear?

Salari
: Sim.

ABr
: Especificamente em alguma área, como pesquisa na área médica?

Salari
: Esses são os campos em que os dois países também  têm complementaridade, em que podem complementar a experiência de um ou outro. Há anos que estamos  produzindo 80% das nossas necessidade de medicamentos. Nos últimos dois anos  apresentamos ao mercado, como uma iniciativa iraniana, três ou quatros tipos de medicamentos contra o câncer e antidiabéticos. Desenvolvemos acordo com países vizinhos para exportar esses medicamentos ou mesmo permitir a produção. Na América,  a Venezuela é um desses países, e podemos também  fazer esse tipo de acordo com o Brasil. 


*O repórter viajou a convite do governo iraniano//Edição: Graça Adjuto  


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