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sexta-feira, 3 de abril de 2009

Agência Brasil - Delegado Protógenes Queiroz é personagem central de comício do P-SOL no Rio de Janeiro - Direito Público

 
2 de Abril de 2009 - 22h33 - Última modificação em 2 de Abril de 2009 - 22h33


Delegado Protógenes Queiroz é personagem central de comício do P-SOL no Rio de Janeiro

Vladimir Platonow
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - O delegado da Polícia Federal Protógenes Queiroz foi o principal personagem do comício organizado pelo P-SOL hoje (2) na Cinelândia, no centro do Rio do Rio de Janeiro. O delegado coordenou a Operação Satiagraha, que prendeu entre outras pessoas o banqueiro Daniel Dantas, está sendo investigado pela PF por irregularidades cometidas durante a operação e foi convocado para depor na CPI dos grampos da Câmara dos Deputados.

Militantes com camisetas amarelas, a cor do partido, traziam o nome de Protógenes estampado no peito. Os principais líderes do P-SOL participaram do comício, como a ex-senadora e atual vereadora em Maceió (AL) Heloísa Helena, presidente nacional da legenda.

Questionado pelos jornalistas se poderia sair candidato nas próximas eleições, Protógenes disse apenas que continuava delegado. “Sou delegado de polícia em exercício, vim apenas participar. Há um clamor público pela possível candidatura, mas no momento permaneço delegado”, disse.

Em seu discurso, o delegado destacou o seu trabalho de policial no combate à corrupção. “Estamos aqui para externar nossa indignação e respeito pelo Brasil, mas tem gente que não respeita o país onde nasceu. Eu amo o meu país e é dever meu, como servidor público federal, desempenhar o meu papel de delegado federal contra a corrupção. Pretendo seguir delegado enquanto o povo desejar”, afirmou sob o aplauso dos militantes.

A presidente do P-SOL evitou falar diretamente sobre a filiação de Protógenes ao partido. “Como presidente nacional do P-SOL, os assuntos sobre filiação, candidaturas, militância política, ainda estão sendo discutidos com toda a serenidade que o tema existe. Eu fico muito feliz com a existência do delegado Protógenes”, disse.

Parte das pessoas que lotavam o trecho em frente à Câmara dos Vereadores foi trazida em pelo menos quatro ônibus. Elas vieram de comunidades pobres da zona oeste da cidade, com direito a transporte gratuito e quentinhas. “Só deram a quentinha e pagaram o ônibus, de ida e volta”, disse Adalberto Frazão, que negou ser militante do partido: “só viemos para ajudar mesmo”.

O custo foi pago pelo Sindicato dos Trabalhadores em Saúde, Trabalho e Previdência Social no Rio de Janeiro (Sindsprev), segundo a militante Cláudia Duarte Adriano, que disse ser ligada ao sindicato. Ela confirmou que foram trazidas cerca de 300 pessoas, vindas de lugares como Nova Sepetiba e Santa Cruz, e que entre os objetivos estava o de denunciar o abandono dessas regiões, extremamente carentes de infra-estrutura.

“Nós viemos apoiar e cobrar dos parlamentares as promessas de campanha que eles fizeram. A iluminação da comunidade é precária, falta transporte e creches”, disse Marcelo Santos Dias, presidente da Associação dos Moradores de Nova Sepetiba.

A organização do ato coube ao presidente da Fundação Lauro Campos, do P-SOL, Jéferson Moura, que negou ter trazido claque para a praça. “Não é nossa prática e não é nossa política. O P-SOL tem militância organizada, o P-SOL não tem claque”, afirmou.

Protógenes desceu do carro de som sem falar com a imprensa e foi logo cercado por seguranças, que o colocaram dentro de um carro. No próximo dia 8, ele vai depor na CPI dos grampos, da Câmara dos Deputados.




 


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