5 de Fevereiro de 2009 - 13h20 - Última modificação em 5 de Fevereiro de 2009 - 15h03
Cabral defende política de segurança do Rio um dia depois de mortes em favelas
Isabela Vieira
Repórter da Agência Brasil
Brasília - O governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral voltou a defender hoje (5) a política de segurança pública do estado. Um dia após a operação policial que deixou dez mortos nas favelas da Coréia, Rebu e Vila Aliança, na zona oeste do Rio de Janeiro, ele disse que “a política do enfrentamento quem faz é o bandido e não a polícia”.
“Da [Avenida] Vieira Souto à Favela da Coréia se entra com informação e investigação.”
Ao entrar para sessão na Assembléia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Cabral afirmou que os policiais usam o serviço de inteligência antes das operações policiais. Ontem (4) buscavam um dos líderes do tráfico de drogas no local. “Os policiais estavam cumprindo seu papel e foram recebidos a bala. Isso é sinal de que na Coréia tem poder paralelo e que se rejeitou a presença dos agentes.”
Além das dez mortes, o tiroteio provocou ainda o fechamento de duas escolas e duas creches municipais, no primeiro dia do ano letivo da rede municipal de ensino. Cerca de 6,6 mil alunos ficaram sem aula.
O governador também confirmou que novos postos de policiamento comunitário serão instalados na cidade ainda este mês. O próximo será na Cidade de Deus, com inauguração prevista para o dia 16, e um outro na comunidade do Batan, dia 18, ambas na zona oeste. Essa modalidade de policiamento já foi implantada na comunidade de Dona Marta, zona sul, onde a polícia expulsou traficantes do local.
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