17 de Fevereiro de 2009 - 12h24 - Última modificação em 17 de Fevereiro de 2009 - 12h24
Carnaval: Salvador tem serviço contra discriminação racial e violência
Da Rádio Nacional
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Brasília - A cidade de Salvador aproveita o período de carnaval para promover a igualdade de raça e gênero. Por isso, o município ofereceu aos foliões, a partir de hoje (17), o Observatório da Discriminação Racial e da Violência contra a Mulher – um serviço de denúncias sobre atos de racismo e de violência.
Segundo a oficial de Programa em Saúde Reprodutiva e Direitos do Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa), Fernanda Lopes, os cuidados com a segurança devem ser redobrados no carnaval.
“O carnaval é um período de festa e de confraternização, mas também é um momento para se preocupar com a segurança, com a integridade física e também com a valorização da dignidade das pessoas”, disse Fernanda, em entrevista ao programa Revista Brasil, da Rádio Nacional.
O Observatório da Discriminação surgiu em 2006 para oferecer atendimento jurídico às vítimas de discriminação. No ano seguinte, ampliou sua ação para combater a violência contra a mulher.
Salvador é a maior cidade negra fora da África. Mesmo assim, os afrodescendentes são afetados pelo racismo e pela desigualdade, principalmente no carnaval, quando a população se mistura com os turistas.
“Neste período, a população da cidade se junta aos turistas. Durante o carnaval, os moradores [da cidade] se tornam trabalhadores informais e são eles as principais vítimas da violência”, disse Fernanda. Ela acha que a iniciativa de Salvador pode ser seguida por outras cidades brasileiras.
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