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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Agência Brasil - Crise não afetou investimentos do BNDES - Direito Público

 
18 de Fevereiro de 2009 - 19h28 - Última modificação em 18 de Fevereiro de 2009 - 19h35


Crise não afetou investimentos do BNDES

Alana Gandra
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - Os investimentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em 2009 na área de infra-estrutura, sem contar os projetos de petróleo e gás da Petrobras, podem chegar a R$ 30 bilhões e com expectativa de crescimento. A estimativa é do diretor da Área de Infra-Estrutura do BNDES, Wagner Bittencourt. “Este ano, a nossa expectativa é algo em torno de R$ 30 bilhões, podendo crescer”, disse.

Para Bitencourt, apesar da crise financeira mundial, que reduziu o crédito, os investimentos do banco não sofreram qualquer retração. “Não estamos sentindo nenhum freio no investimento”, afirmou.

No ano passado, as aprovações da instituição para o setor atingiram R$ 25 bilhões, somente em operações diretas. Os desembolsos somaram R$ 19 bilhões. , disse o diretor. A estimativa não inclui os projetos de petróleo e gás da Petrobras.

O diretor do BNDES informou que a maior parte dos recursos previstos para projetos de investimento em infra-estrutura, este ano, se refere à área de energia, seguida da área de logística, envolvendo ferrovias, portos, rodovias, navegação e terminais marítimos.

“Eu acho que a questão da infra-estrutura é importante porque ela sustenta o crescimento do país. Porque são investimentos básicos, vão consumir insumos produzidos no país, como aço, cimento e serviços de engenharia. E, no final, ele vai gerar insumos que aumentam a competitividade do país, seja o transporte rodoviário, ferroviário, energia, cabotagem”, afirmou.

Entre as condições que tornam atrativo o investimento em infra-estrutura no Brasil, Bittencourt citou o baixo risco e o retorno garantido. “Então, em um momento como esse [de crise] no mundo, em que você tem muitas dúvidas sobre aonde por o dinheiro, o Brasil em infra-estrutura, certamente, é um porto seguro”, disse.

O diretor do BNDES lembrou, nesse sentido, que os projetos em energia são considerados sempre como defensivos do ponto de vista de risco no mercado. “A infra-estrutura está crescendo, os projetos estão aparecendo. São bons projetos, com baixo risco”.

Wagner Bittencourt frisou que a procura por financiamento para infra-estrutura tem crescido no banco, inclusive no âmbito do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal. “Hoje, os projetos de infra-estrutura no país são considerados como de alta atratividade não só para investidores locais, como para investidores de outros países”, afirmou.

Ele reiterou que não há sinais de arrefecimento. “Os projetos do PAC financiados pelo BNDES estão 99,99% em dia”, disse. Os desembolsos efetuados pelo banco no ano passado dentro do PAC somaram R$ 10,3 bilhões para projetos de infra-estrutura.

Em 2009, a previsão é do banco liberar R$ 17,9 bilhões. A carteira do PAC do BNDES atinge R$ 70,7 bilhões em projetos de infra-estrutura, que irão gerar investimentos da ordem de R$ 114,3 bilhões.






 


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