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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009

Agência Brasil - Para Sarney, divulgação de grampo mostra que Brasil não vive "em absoluta democracia" - Direito Público

 
12 de Fevereiro de 2009 - 18h20 - Última modificação em 12 de Fevereiro de 2009 - 18h25


Para Sarney, divulgação de grampo mostra que Brasil não vive "em absoluta democracia"

Marcos Chagas
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), disse hoje (12) que a divulgação de supostas conversas telefônicas entre ele e seu filho, o empresário Fernando Sarney, demonstra que o país não vive ainda “em absoluta democracia”.

Reportagens publicadas pela imprensa dão conta de que a Polícia Federal teria interceptado essas conversas telefônicas, em abril do ano passado, com autorização judicial. Nessa conversa, de acordo com as reportagens, Sarney teria perguntado ao filho se havia recebido informações da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) sobre um processo que corre em segredo de Justiça, no Maranhão.

“Se nós estivéssemos em um regime realmente em absoluta democracia isso não existiria”, afirmou José Sarney, na sua primeira entrevista coletiva formal, desde sua eleição para presidente do Senado. Sarney acrescentou que tratou-se de uma conversa “entre pai e filho”, onde recomendou que Fernando se defendesse dos ataques que vinha sofrendo por parte de opositores políticos.

Sarney disse ainda que “não está certo” de que o teor da conversa divulgado pela imprensa esteja correto. “Eu preciso ouvir as fitas. Algumas coisas, eu não me lembro. Não lembro de ter tratado do nome da Abin, nem tinha sentido de tratar do nome da Abin numa conversa entre pai e filho”, acrescentou o presidente do Senado. 




 


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