2 de Fevereiro de 2009 - 13h15 - Última modificação em 2 de Fevereiro de 2009 - 13h15
Sarney diz que privilegiará reformas política e tributária
Priscilla Mazenotti
Repórter da Agência Brasil
Brasília - Em resposta a diversos senadores que disseram que sua candidatura à presidência do Senado representaria o continuísmo, o senador José Sarney (PMDB-AP) discursou na tribuna pouco antes do início da votação e falou em renovação e em mudança.
"Acho injusta a afirmação de que é um retrocesso eu disputar o Senado", disse. "Não me chamem de retrógado, como se fosse um velho que chega aqui e não renova o Senado. Envelheço, mas não envelhece em mim a vontade de trabalhar pelo Brasil, de olhar para frente. Não me chamem de velho que não tem gosto pela inovação", disse.
José Sarney voltou a dizer que não gostaria de disputar a presidência da Casa. E que só concorre ao pleito por ter sido "convocado" pela bancada. "Nunca fui candidato a presidente do Senado por minha vontade, sempre por convocação. Todos sabem que eu não desejava, não queria disputar, eu fui convocado. E convocado um homem público não pode deixar de fugir ao seu dever", disse.
José Sarney lembrou que da última vez que foi presidente da Casa, houve a votação de duas reformas consideradas importantes: a do Judiciário e a da Previdência. E disse que, se eleito, irá trabalhar em favor da votação das reformas política e tributária. Disse ainda que pretende cortar 10% do orçamento da casa "para mostrar ao Brasil e à casa que estamos dando o exemplo", disse.
"Não vou prometer, porque essa é uma Casa colegiada. Mas, me comprometer a fazer as reformas com determinação", comentou. Entre as prioridades, segundo ele, está, ainda, a aprovação do projeto que muda o rito de tramitação das medidas provisórias.
O processo de votação começou agora. A escolha é feita por cédulas de papel e será eleito o candidato que tiver maioria dos votos. O mandato de presidente do Senado é de dois anos.
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