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quinta-feira, 16 de abril de 2009

Agência Brasil - BC recorre ao Supremo para decidir sobre legalidade de planos econômicos - Direito Constitucional

 
14 de Abril de 2009 - 10h27 - Última modificação em 14 de Abril de 2009 - 10h27


BC recorre ao Supremo para decidir sobre legalidade de planos econômicos

Kelly Oliveira
Repórter da Agência Brasil

 
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Brasília - O Banco Central pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para participar de processo que discute a legalidade dos planos econômicos Cruzado, Bresser, Verão, e Collor 1 e 2, baixados entre as décadas de 1980 e 1990. A informação foi divulgada pelo STF.

Na Justiça, há processos que pedem o pagamento de perdas de rendimentos da cadernetas de poupança por conta dos planos. O Banco Central é contra essas ações.

De acordo com a Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif) – autora da ação que pede o reconhecimento da constitucionalidade de toda a legislação referente aos planos econômicos –, mais de 550 mil ações estariam, na Justiça estadual e federal. São processos individuais e coletivos, nos quais as pessoas pedem o pagamento de diferenças de correção de cadernetas de poupança. O custo para os cofres dos bancos pode chegar a mais de R$ 180 bilhões.

Segundo o STF, o Banco Central diz que os planos econômicos foram necessários para romper o ciclo inflacionário. O BC lembra que, às vésperas da edição do Plano Collor, a inflação mensal, medida pelo INPC, alcançou 82,18%, “o equivalente a uma inflação anualizada de mais de 133.000%”.

Os planos econômicos que se seguiram objetivaram realinhar preços, combatendo “o comportamento inercial da remarcação de valores”, segundo o BC. A intervenção estatal era mais do que socialmente desejável, era absolutamente necessária”.

Mesmo que não tenha atingido seu pleno objetivo – da estabilização econômica, diz a petição do BC, ao menos os planos conseguiram evitar que a hiperinflação atingisse a economia brasileira.




 


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