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segunda-feira, 16 de março de 2009

Agência Brasil - Para elevar índice da educação, MEC reúne gestores para apresentar programas de governo - Direito Público

 
16 de Março de 2009 - 17h15 - Última modificação em 16 de Março de 2009 - 18h25


Para elevar índice da educação, MEC reúne gestores para apresentar programas de governo

Isabela Vieira*
Repórter da Agência Brasil

 
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Rio de Janeiro - A descontinuidade de políticas públicas pode se refletir no aprendizado escolar e influenciar a nota do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), de acordo com o Ministério da Educação. Na última pesquisa, em 2007, a média nacional foi de 4,2 pontos - em uma escala que vai de zero a dez. Esse ano, outra avaliação está em curso.

Em doze anos o ministério espera elevar para 6 pontos a média do indicador. Com esse objetivo, o governo quer apresentar aos gestores municipais de educação os programas e linhas de financiamento para construção de laboratórios, formação de professores e aquisição de livros didáticos, por exemplo. 

A partir de hoje (16), o ministério reúne secretários de educação de 92 municípios fluminenses e 78 capixabas, na cidade do Rio. No encontro, além de informações do MEC, eles vão receber um computador portátil com manuais sobre os programas do governo e leis sobre a educação. Os computadores também estão equipados com internet e serão entregues a 5.563 municípios.

“Muitas vezes, os programas sofrem descontinuidade por falta de informação”, disse o secretário de Educação Continuada, (Secad), André Lázaro. “Infelizmente, a descontinuidade de políticas públicas é uma constante no país. Não é uma novidade nem é um detalhe da educação. Mas a educação, no entanto, dá resultados de longo prazo, por isso, a importância de se apoiar os municípios.”

O Ideb do estado Rio de Janeiro ficou abaixo da média nacional (3,8 pontos), sendo que a cidade de Duque de Caxias, Baixada Fluminense, tirou uma das menores notas (3,7 pontos).

A secretária de Educação do município de Duque de Caxias, Maria de Lourdes Henriques, diz que o indicador mostra sérios problemas da rede de ensino do Rio e que, neste ano, ao tomar posse, adiou o início da aulas em 15 dias para contorná-los, de forma emergencial.

“Há tempos, as escolas não passavam por manutenção. Prédios estavam em condições precárias precisando de reforma de grande porte na parte elétrica, hidráulica e nos telhados”, afirmou. “Dessa maneira, como reflete o Ideb, as questões pedagógicas também ficaram precárias. Se nem a parte física foi atendida, é possível imaginar que a questão do resultado ficou prejudicada.”



* A matéria foi alterada para correção de informação  


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