19 de Novembro de 2009 - 23h12 - Última modificação em 20 de Novembro de 2009 - 00h04
Micheletti estuda se afastar do governo para garantir eleições tranquilas em Honduras
Jose Donizete
Repórter da TV Brasil
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Tegucigalpa (Honduras) - O presidente do governo golpista de Honduras, Roberto Micheletti, disse hoje (19) em cadeia de rádio e televisão que estuda se afastar do cargo entre os dias 25 de novembro e 3 de dezembro. A licença, segundo ele, serviria para deixar o povo hondurenho ir às urnas no dia 29 com mais traquilidade.
Micheletti disse que vai confirmar essa decisão nos próximos dias, depois de fazer mais consultas a sua equipe política. Ele afirmou ainda que a licença poderá ser suspensa, a qualquer momento, caso ocorra alguma ameaça grave ao processo eleitoral
O ministro de Economia do governo Zelaya, Nelson Avila, em entrevista à Agência Brasil, alertou hoje para a possibilidade de fraudes nas próximas eleições.
Avila afirmou que em Honduras, quando as eleições eram manuais, as fraudes foram comuns. "Faziam mortos votarem e mudavam os votos dos eleitores que moram no exterior, além de alterar as atas de votação por debaixo da mesa". E que mesmo agora com a entrada da tecnologia, elas podem voltar a acontecer, "porque isso já se deu em países mais organizados como os Estados Unidos e o México".
O ministro também não acredita que a presença de observadores internacionais que deverão acompanhar as eleições, a convite do governo golpista, possa significar a garantia de um pleito limpo.
Estão aptos para votar nas próximas eleições 4,5 milhões de eleitores. Em Honduras só se pode votar depois dos 18 anos e o voto não é obrigatório. Além do presidente, serão eleitos 128 deputados e 298 prefeitos. As forças armadas dizem que estão preparadas para garantir a segurança dos eleitores "antes, durante e depois do dia 29".
Edição: Aécio Amado![]()
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